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POLICIA ECONOMICA ANGOLA
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MINISTERIO DO INTERIOR POLICIA NACIONAL |
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DIRECÇÃO NACIONAL DE INSPECÇÃO E INVESTIGAÇÃO DAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS |
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AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO SOCIAL E ECONÓMICA
Ao nível externo
O mercado internacional continua a dar sinais de recuperação de crescimento económico para os patamares anteriores, com realce aos países desenvolvidos e emergentes.
As economias da Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha, no mundo ocidental, foram os que se caracterizaram mais fragilizadas e estiveram no centro das atenções e das preocupações das principais agências financeiras mundial, como o FMI, o Banco Mundial e Europeu, tendo em conjunto com os países mais fortes da Região, adaptando medidas rígidas contra estes, como forma de manter economicamente estável a Eurozona. A Itália e a França, estão ameaçados de crise, caso não se tomem medidas económicas adicionais e a Suíça, começa a repensar da necessidade ou não de aderir a moeda única, como a de circulação interna, ao invés do franco Suíço.
O presidente do Estado Unidos da América, apresentou o plano”Buffet” o aumento dos impostos aos mais ricos, convista a redução do desemprego naquele Pais.
A China, restabeleceu o crescimento a dois dígitos, o que impulsionou a recuperação de várias economias vizinhas desde a Singapura até a Corea do Sul. A produção industrial Asiática, recuperou a sua tendência histórica, como se a recessão nunca tivesse ocorrido.
Por outro lado as economias ocidentais, lideradas pelos EUA, mostraram-se desassossegadas com a política Chinesa de consumo e de crescimento orientado para a exportação, o que impõe a desvalorização do Yuan (Dinheiro Chinês), sendo esta uma política destinada a manter competitivas as suas exportações.
Ao nível interno
Os indicadores macroeconómicos continuam assentar-se na estabilização da taxa de câmbio e de inflação, dos preços dos bens e serviços, para suprir deste modo os reflexos deixados pela crise financeira e económica mundial. Nesta senda, o executivo continua a implementar medidas de controlo das receitas públicas, devido ao fraco desempenho da economia nacional, a quando da crise financeira e económica mundial.
Dentro das políticas traçadas pelo executivo para o presente ano, destacou-se a previsão do crescimento real que é de 6,7% tendo o sector petrolífero contribuído com 5,4% e o sector não petrolífero com 7,5%. Revelando bom desempenho destas políticas, com reflexos positivos para a economia nacional.
O executivo reforçou as medidas de controlo das despesas públicas, com a implementação de forma mais acutilante do sistema integrado de gestão financeira do Estado, impondo aos gestores das unidades orçamentais e dos Órgão dependentes a procederem despesas com base na contribuição pública, o que impõe a aquisição de bens e serviços, com recurso a ordens de saque. Por ser método recente, isto trouxe alguns constrangimentos, porem, vem sendo adaptado com base ao tempo.
Nesta perspectiva, apontam-se como premissas para o alcance da meta, a diversificação da economia por meio de uma estratégia virada para o mercado interno, executada através da substituição das importações, tendo em conta a elevada dependência das importações no consumo final, no intermédio e nos investimentos.
A agricultura é outra área apoiada pelo executivo angolano, onde tem canalizado recursos no sentido seu relançamento e o fomento da agro-indústria, com o intuito de potenciar e consolidar o processo de diversificação da economia nacional, é um sector a privilegiar e perspectiva ainda a criação de novas oportunidades para a indústria extractiva e o fortalecimento de cadeias de suporte para a indústria transformadora, tendo em vista que emprega maior parte da população.
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Registou-se igualmente a continuidade do cumprimento do pagamento da dívida nacional, fruto da retoma da economia, obedecendo os critérios de pagamento integral para as dividas de 30 milhões de dólares norte americano e as do intervalo entre 30 á 75 milhões fixou-se um pagamento inicial de 30 milhões, pagando-se o resto paulatinamente e as dívidas a cima de 75 milhões, o pagamento tem sido na base de negociações. Destas, foram liquidadas cerca de 90% do valor global até ao trimestre em alusão.
Foi tornado público o financiamento de 4 mil milhões de dólares, para a concretização do plano nacional de habitação social e deste valor, cerca de 87% é proveniente de créditos concedidos pela China e Israel, fruto da cooperação existente entre Estados.
Verificou-se a aprovação de diversas legislações que visam a normalização dos preços básicos às populações, com a diminuição de taxas e isenção de direitos aduaneiros a 09 dos 13 produtos que formam a cesta básica do consumidor angolano, o que certo modo poderá contribuir na baixa do preço no mercado local. As análises feitas em prol dos preços, indiciam que os encargos gerais imputados no ciclo de estrutura de cálculo de preços, tem desfasamento na imputação dos encargos de um grossista em relação ao retalhista, sendo que a última arca, mais com os encargos na preparação do lugar, das embalagens, a revisão do peso e outros elementos indispensáveis para um atendimento mais sadio aos clientes, enquanto o grossista, não tem tantos encargos. Neste particular, destaca-se a aprovação do decreto presidencial nº206/2011, que regula as bases gerais para a organização do sistema Nacional de preços, cuja implementação carece de regulamentação.
A estabilidade política que o Pais vive, vem proporcionando o crescimento, pois, o Executivo continua aplicar medidas conducentes na estabilização da economia, no controlo da depreciação da moeda nacional e concomitantemente na redução da inflação, factores essenciais para a sustentabilidade do emprego e da renda nacional.
Apesar de persistirem alguns constrangimentos estruturais que condicionam o aumento da oferta de bens e serviços, tem se registado uma trajectória descendente da inflação, conforme indicadores do índice de preço ao consumidor da cidade de Luanda, ao cifrar-se em 0,73% (-0,39) que no igual período homologo do ano passado. A classe de mobiliário, equipamentos domésticos e manutenção foi a que registou o maior aumento de preços com 1,60%, seguindo-se a de vestuário e calçado com 1,32%, bebidas alcoólicas e tabaco com 1,25 e de saúde com 0,93%.
A variação acumulada cifrou-se em 6,86%, (-1,54) que no mesmo período transacto e a homologa em 13,68, (-0,31%) em relação ao igual período, demonstrando confiança quanto ao cumprimento da meta da inflação para este ano, prevista para um nível não superior a 12%. Estes indicadores aconselham a aplicação de políticas micro e macroeconómicas que beneficiem o consumidor final, sobretudo no domínio dos preços dos alimentos.
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